quem é você?

segunda-feira, 9 abril , 2012 postado por webmaster

O nosso encontro ocorre para que você veja que você não é aquilo que está sendo visto. Se você observa alguma coisa, essa coisa está sendo observada. Portanto, como você pode ser o que está sendo observado, se você o está observando? Esta questão nos remete a uma pergunta primordial: quem é você?

Não adianta perguntar para a sua mente, porque ela não sabe. Se quer se aproximar da sua realização, aproxime-se do agora. Olhe para o agora, esteja atento ao agora, para resolver essa questão. No agora não dá tempo de tecer sequer um pensamento a respeito de quem você é – e esta é uma grande chave.

Se você está tentando capturar “quem você é”, procurando por uma resposta palpável, isso significa que você está imaginando que você seja um objeto. Mas, veja bem, digamos que você seja um objeto e consiga capturá-lo, quem o teria capturado?

Pare de tentar encontrar quem você é, usando os velhos artifícios, e dedique-se ao agora. O agora é ausência de tempo e quem você é não pode ser encontrado no tempo. Este é o melhor guia que você pode ter: o agora. No tempo estão os acontecimentos, as memórias, os traumas, as perdas, as conquistas… Tudo isso que veio, foi ou irá está no tempo. Penetre no agora e veja o que você encontra.

Saiba: tudo o que você está aprendendo com a sua mente, está na linha do tempo. Para ser quem você é, nenhum saber é necessário, porque você já é você. E o que quer que seja que fuja a isso, é mentira.

postado originalmente em http://satyaprem.blogspot.com/2011/11/blog-post.html

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vazio infinitamente espelho

quinta-feira, 3 novembro , 2011 postado por webmaster

Participante – Satya, pelo que tenho acessado através dos nossos encontros, compreendo, então, que a proposta é, cada vez mais, se manter tranquilo como o espelho diante daquilo que está passando.

Não, a proposta é que, cada vez mais, você note que o espelho está tranquilo em frente àquilo que está passando. Não se mantenha focado no objeto, porque é exatamente a percepção de que o espelho está tranquilo, que “des-mantém” você. Compreende?

Participante – Sim, compreendo. É que, o que acontece normalmente, é: quando algo perturbador está sendo refletido, nós ficamos perturbados com o que está sendo refletido…

Observa o seguinte: algo está sendo refletido e você fica perturbado com o que está sendo refletido. Note se a perturbação não é mais uma reflexão. Porque, percebendo isso, você há de chegar ao espelho, que não está perturbado. O único problema é identificar-se com os reflexos.

Observe atentamente… Algo está acontecendo, e o perturbou. Essa perturbação é mais uma reflexão ocorrendo diante do espelho ou é o espelho, de fato, perturbado? O que estou querendo dizer é que, se uma perturbação surge, veja que é o objeto observado – esse sistema corpo-mente que equivocadamente é chamado de “você” – que está perturbado, e ele não é você. Você está por trás, observando o objeto perturbado, a perturbação e aquilo que a causou… Você é pura observação, a atenção sem escolha.

Isso implica que você não precisa evitar a perturbação. Você não precisa “des-perturba-se”, porque aquele que está perturbado não é você. Quem está perturbado é o objeto observado, e ele pode estar perturbado – tanto que está. Porém, nem sequer um único adjetivo pode ser acrescentado à observação que você é.

O objeto está perturbado e você o observa. Estamos entendidos?

Participante – Nesse momento, percebo que eu não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo é como se eu pudesse ver o que você estava apontando. Me ocorre que às vezes eu tenho dificuldade para acompanhar, porque ora a mente está mais calma e em outro instante não está. Mas você falou agora e tudo clareou de novo.

Esse é o verdadeiro propósito de estarmos aqui – não há nenhum outro. Se quer saber a minha proposta, proponho que você, simplesmente, investigue aquilo que está sendo levantado e permaneça quieto. Não se mova, tampouco se comova com os reflexos diante do espelho. O espelho permanece infinitamente vazio – e isso é o que você veio resgatar aqui.

postado originalmente em http://satyaprem.blogspot.com/2011/10/blog-post_27.html

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